Este blog nasce de uma péssima experiência pessoal pelas estradas brasileiras. Em muitas delas, o estado de deterioração e abandono por parte do poder público é tão grande que é difícil acreditar que haja poder público no local. Se houvesse responsabilidade, algumas dessas estradas seriam interditadas. Não é possível que o órgão responsável, seja estadual, municipal ou federal, permita que se trafegue por locais cujo trânsito ficou inviável. Se não é possível interditá-las, alguma medida deveria ser tomada. Seja a iluminação, sinalizações opcionais, presença de pessoal e suporte em caso de quebra e acidente – não importa, alguma coisa deveria ser feita. No entanto, nada se vê. Nenhuma ação, desvio, suporte, nada. É como se ali, ninguém fosse responsável.
Isso posto, é preciso acrescentar que, nas estradas brasileiras, mesmo naquelas que são boas, há outro problema: os maus motoristas. Tanto quanto o perigo encontrado em estradas ruins, que levam a estouros de pneus, quebras de componentes e nos piores casos em acidentes graves com vítimas fatais, os maus motoristas são consequência de um Brasil irresponsável, de um país que se acostumou a olhar o descaso, a esperteza cega e burra, a ignorância e a irresponsabilidade como parte da paisagem.
Talvez o mesmo visto de irresponsabilidade passado pelo poder público quando faz de conta que o problema não é dele, o damos também a esses irresponsáveis que jogam com a vida alheia . Talvez o país e o seu povo, antes considerado “bom”, tenha o poder público e os maus motoristas que merecem. Talvez não. Talvez possamos ser otimistas e acreditar numa recuperação. Quem sabe consigamos, como povo, após décadas de exposição ao conhecimento e ao aprendizado proporcionado por todos os meios, apreender as coisas boas dessa exposição para se educar, aprimorar-se como ser humano e evoluir para um novo patamar de civilidade.
Inteligência artificial como recurso
Alguns textos e resenhas escritos aqui não usam inteligência artificial. Outros, porém, usarão esse recurso. Mas, com um propósito claro. Quando uma notícia é interessante, ela se torna ainda mais se proporcionarmos mais contexto que dê suporte a ela. Por exemplo, o asfaltamento de um trecho de estrada que já existia há muitos anos, não pode ser contado apenas pela ótica do governo. Em muitos casos, por trás de uma obra, há um contexto histórico tão longo e dolorido, que ela não é uma vitória, mas uma reparação. Um governo nunca fará propagando de uma obra como uma reparação, mas como uma vitória do presente. Se ela é uma reparação, ela se torna muito mais uma dívida com os cidadãos do que uma demonstração de boa gestão pública. Nesse sentido, a inteligência artificial é ótima para encontrar o contexto histórico e trazer à superfícies verdades que estavam escondidas por anos de más gestões – talvez repetidas gestões. Essa pesquisa rápida e dinâmica que a IA traz seria inviável de realizar sem ela. Por outro lado, a IA pode cometer erros. Todo texto gerado por IA será supervisionado e revisado. Contudo, esse escrutínio talvez não seja suficiente. Assim, contamos com a colaboração dos leitores para compreender a ocorrência de eventuais falhas, humanas ou não, e nos informar se houver um entendimento ou conhecimento diferente.

